Millydielle's Blog

2 de janeiro de 2012

Ainda há espaço para o amor no século XXI?

Filed under: Relacionamento e Namoro — by milly_JF @ 2:24

Se compararmos a maneira como vivemos hoje com a vida que nossos antepassados tinham há 200 anos, não será difícil perceber um imenso abismo entre as duas realidades. Naquela época, o mundo estava em franca mudança, após a invenção das primeiras máquinas a vapor.

A Revolução Industrial promoveu transformações não apenas na maneira de se produzir, mas de as pessoas viverem. Surgiam as metrópoles, onde a vida era muito mais movimentada do que nos ambientes rurais. Se, nestes últimos, todos se conheciam e tudo era mais tranquilo, as grandes cidades eram mais agitadas, impessoais e o tempo corria de maneira mais acelerada.

Desde esta época, o mundo não parou de mudar. A industrialização continuou, surgiu o capitalismo, multiplicaram-se as grandes cidades, as mulheres entraram no mercado de trabalho, vieram as guerras… E uma nova revolução aconteceu, no final do século XX: a da Internet. Assim como aconteceu com a Revolução Industrial, a chamada Revolução Digital também modificou as vidas de todos.

Hoje em dia temos uma grande facilidade para nos comunicarmos uns com os outros. Podemos, por exemplo, andar em um shopping no Rio de Janeiro conversando em tempo real com uma amiga que está no norte dos Estados Unidos. Caíram, portanto, as fronteiras geográficas que nos separavam, ou que pelo menos nos distanciavam bastante. Se antes as notícias demoravam dias para chegar, hoje temos acesso a elas assim que acontecem, independente de estarmos no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Maranhão ou na Nova Zelândia.

É claro que toda essa facilidade e todas as vantagens intrínsecas à vida contemporânea possuem seu outro lado: o das pressões. Já que tudo nos chega com mais rapidez, também precisamos ser mais rápidos, por exemplo, em nossos trabalhos. Somos cobrados para que demos conta, em curtos espaços de tempo, de tarefas que antes demandariam um tempo maior. Se antes as tarefas eram mais divididas, hoje todos nós, homens e mulheres, precisamos ser múltiplos(as) para darmos conta dos afazeres domésticos e do trabalho.

Como é impossível dar conta de tudo perfeitamente, algum aspecto de nossas vidas acaba quase invariavelmente sendo deixado de lado. Muitas vezes sobra para a saúde: um ritmo de vida acelerado pode nos levar a uma alimentação inadequada e à falta de exercícios, por exemplo, gerando problemas cada vez mais comuns, como a hipertensão arterial.

Em muitos outros casos, no entanto, os grandes prejudicados são os relacionamentos amorosos. Frequentemente vemos pessoas investindo todos seus esforços na carreira e no trabalho. Estudam, fazem MBAs, cursos no exterior, mestrado, doutorado… Enfim, dedicam grande parte de suas vidas a se qualificarem profissionalmente. Geralmente este esforço é recompensado, essas pessoas acabam conquistando carreiras de sucesso e tendo, consequentemente, um excelente salário.

Muitas delas, no entanto, conseguem o que desejavam profissionalmente, mas, ao olhar para os lados, se vêem sozinhas. Têm família, têm amigos, mas não têm um amor, um(a) companheiro(a) para a vida. São bem sucedidas na carreira, mas não nas relações, simplesmente porque estas últimas foram deixadas de lado por muito tempo. Se o mundo em que vivemos hoje é este, com tanta correria, exigências e necessidade de crescer profissionalmente, qual a melhor maneira de lidar com tudo isso? Como dar conta de tudo o que a vida contemporânea nos exige, de modo que ainda sobre um tempinho para as relações?

A palavra-chave é Equilíbrio. É preciso investir de maneira equilibrada em cada uma das áreas de nossas vidas. Quando se investe tudo em apenas uma coisa, naturalmente faltará investimento nas outras. É importante ter em mente que a carreira é tão importante quanto a saúde ou quanto os relacionamentos. É fundamental, portanto, criar espaços para o que está faltando. Se até hoje você não mediu esforços para crescer profissionalmente, mas deixou suas relações de lado, crie espaço em sua vida para estas últimas. Afinal de contas, de nada adianta ter uma brilhante carreira, mas se sentir solitário(a), certo?

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